—A gente se distrahe.—

—vão lá fallar-lhe nisso!...

—oh, Joaquina, cala-te por Deus,—

—eu cá não tenho papas na lingua; sabe Vossa senhoria, pois é como lhe digo, não que eu tenho-lhe amisade, isso é que ella não póde negar; não sou como essas visitas que alvoraram todas,{228} ninguem procura gente pobre!... E vai-se vivendo, Deus sabe como!—

—Joaquina... então...

—deixe ella dizer, deixe ella dizer.—

—e digo, sim senhor; se Vossa senhoria cá tivesse estado, veria como as cousas tem corrido!... Agora nem a D. Clementina por cá pisa, boa... tem medo que lhe peçam alguma cousa; pois se Deus quizer, emquanto eu tiver dous braços, não se ha-de occupar aquella sastrona!...

—Joaquina—interveiu n'um tom reprehensivo.

Mas o commendador pedia-lhe:

—que deixasse fallar, que deixasse fallar—a sua indole harmonisava-se com aquelles desabafos expansivos da Joaquina,—queria as cousas assim, não era homem do rodeios, pão pão, queijo queijo—e commovia-se d'uma compassividade altruista por aquelle infortunio, em que as via,