—tinha ido para o collegio estava só em casa, mas subisse, ella ficaria contente ao vel-o, já não apparecia ha tanto tempo!...

As escadas terminavam; entravam no gabinete, ella tomava o ramo de rosas, d'um perfume vivo, muito aromaticas, um avelludado formoso de petalas sanguineas.{234}

—Que lindas rosas! É muito galanteador, na verdade!...

—Oh, D. Ermelinda!...

—Aposto que as trouxe do Palacio.

—Justamente, tinha adivinhado!—e sentou-se, o corpo cahindo pesadamente n'uma cadeira pequena, situada junto da meza de costura. Ermelinda dispoz as rosas n'um vaso com agua; collocou-as ao centro,

—gostava muito de flores! ella!...—e então que era feito d'elle, porque não apparecia,—disia n'um tom reprehensivo.—

Curvava-se para affagar as rosas, uma voluptuosidade em sorver aquelle perfume intenso, o corpo desenhando-se na justesa clara do roupão.

O commendador estava embaraçado; não sabia que responder; desejava ter n'aquelle momento a Rosina, que com as suas travessuras o tornasse menos timido, dando-lhe um tom alegre de creança.

—Viu o jornal no chão, apanhou-o; mas Ermelinda fez-se corada, teve mesmo um movimento brusco, disse-lhe zangada: