—Deixe o jornal; então não prefere conversar? se soubesse o que ahi vem!...

—Aqui?

—Ahi, sim, veja,—e apontou uma local do noticiario, a mão nervosa affagando as flores, emquanto o commendador lia baixo:

—CHRONICA POLICIAL—Foi encontrado em estado de embriaguez Alberto de Sá, sendo conduzido para o Carmo, onde teve de passar a noute.—{235}

—E então, que diz a isso?—perguntou com meiguice.—

—Coisas d'este mundo!... Uma desgraça!...

—Uma desgraça, sim, uma desgraça!—e principiou a choramingar.

—Então, vale a pena affligir; aguas passadas não moem moinho! o que lá vai, lá vai!...

—Diz bem, porque é livre! commendador!... mas eu n'esta posição falsa e condemnada.

—Livre, antes o não fôra!... Se soubesse o que me compunge o seu estado, se estivesse na minha mão fazel-a feliz...