—pois é verdade, é!... concluiu o brazileiro, bamboleando o guarda-sol, e abrindo os braços, n'um gesto largo, de quem não duvida.—E depois um pouco artista:—
—Bonito panorama, commendador!...
—Ah, nada qui chegue ás vistas di Petropolis! e o morro do pão d'Assucar, ao entrar a barra, não gosta você?
—Admiravel, lhe digo então!
O homem dos oculos continuava a fitar a Annita, que um pouco mais longe, o corpo gracioso, curvando-se um pouco sobre o paredão, fingia olhar o Douro. O companheiro notou-lhe uma certa distracção.
—Qui tem você, commendador?
—Não reparou o amigo Lourenço n'aquella moça que está além!...
—Maganão!—disse, batendo-lhe uma palmadinha no hombro.{85}
—Não, mas repare, se parece ella muito com a Ermelinda, do Jorge!
—É verdade! Ah, ah, quem ella é!... desatou o Lourenço n'uma reminiscencia subita.