Comprae, meninas, comprae,
Por dez réis ou meio tostão…
(Perde-se-lhe a voz na distancia.)
TIA VICENCIA
Bem lh'o cantava eu, tia Paschoa! Qual juiz, nem meio juiz! Não lhe poem a vista em cima! A Esteireira é que é de desengano. Que eu não lhe digo isto para me esquivar… Se quer que peça á morgada, appareça ámanhã… ámanhã não, é dia de festa… appareça depois de ámanhã, e lá iremos… Verá que me não diz que não…
TIA PASCHOA
Vou… Sempre vou… Se por ahi se arranja o negocio é uma boa dóse que poupo, e para quero está já tão arrastado…
COMPADRE AMANCIO (entre as dez e as onze, capote a um lado, entrando com compadre Theotonio)
Safa!… Cuidei que me filavam tambem!
TIA PASCHOA
Se não se fizer nada, então tomo o seu conselho, e vou á Esteireira… Por fim de contas são conhecimentos que se tomam… Ah! meu rico Santo Antonio! sou capaz de vender a camisa do corpo só para metter pelo chão abaixo aquelles marotos que nos desgraçaram… (Saem pela E. conversando.)