SCENA XIV

COMPADRE THEOTONIO, COMPADRE AMANCIO (observando para a E.) pouco depois MORGADO e COMMENDADOR. Grupos rareados.

COMPADRE THEOTONIO (tambem com um grão na aza, mas dando-lhe para taciturno, e preoccupado, e servindo-se com frequencia de um cheirador de simonte)

Prenderam o homem?

COMPADRE AMANCIO

A ronda vae apanhando a torto e a direito, mas o homem, sim! Metteu-se para a rua das Hortas, salta n'um pulo a S. Roque, e de lá á Cotovia… Depois… boas noites… (puxando, endireitando o capote, e mirando-o) Por um triz se não vae d'esta feita, o meu cobre-miseria! E o seu não ficou tambem pouco derreado, compadre Theotonio!

COMPADRE THEOTONIO

Leve a fortuna os apertões, compadre Amancio.

COMPADRE AMANCIO

Olhe se não vae na ronda o mestre Joaquim da Ferraria… (olhando em redor) Está isto por aqui só ainda! (Ouvem-se fóra á D. palmos e applausos.) Que é? (Vae vêr) Ah! são os poetas que andam pelo outro quarteirão… Vamos até lá, compadre?… Quero dar o meu voto a respeito do Bocage, que ainda não ouvi… Tem-me ido já umas poucas de vezes barbear-se á loja, e dizem que na versaria põe tudo a uma banda!