O sr. marquez de pé! (offerecendo-lhe o canapé.) Sr. marquez…
MARQUEZ
Não me demoro… (indicando a cadeira junto ao bufete.) Prefiro aquella cadeira. Está alli um tinteiro, e hade ser preciso… (a Francisco.) Fui eu mesmo fallar a Martinho de Mello. Achei-o em boa occasião. Serviu-me logo, sem objecções… que é raridade. Pediu-me só que lhe mandasse o nome por escripto… Não sei como… as minhas distracções do costume… passou-me de todo. Agora, á volta de Cintra, recebo uma carta d'elle, e dentro o decreto já assignado, dizendo-me que fôra expedido com o nome em branco para não causar atrazo, vista a proximidade da partida… Venho remediar o esquecimento. (Dirige-se á cadeira indicada, e senta-se. Sentam-se as damas.)
MANUEL SIMÕES
Mas, meu senhor… V. ex.^a foi fallar ao ministro da marinha? Por causa de meu filho?… Traz-lhe um decreto!… Sou pae, sr. marquez… não se hade estranhar… Um decreto de quê?
MARQUEZ
De guarda marinha para Gôa.
MANUEL SIMÕES (atterrado)
Guarda marinha!… Para Gôa!… quando eu pensava… quando esperava… E pediu meu filho similhante coisa a v. ex.^a… pediu-lh'o sem me dizer nada!