Depois o Sol começou a ficar muito encarnado e cada vez maior por detraz das dunas, muito encarnado, e deixou-me sósinho em cima do muro.
Do lado do mar ouvia-se uma nóra a puxar agua. O boi tinha os olhos guardados para não entontecer. Os alcatruzes da nóra subiam por um lado e desciam plo outro lado—como hontem!
A musica da nóra só tem uma volta. Todos os dias. Ámanhã tambem, os alcatruzes da nóra vão subir por aqui e descer por lá. Todos os dias. Em baixo a Terra, em cima o Sol.
Quando olharam para traz, a Cruz da encruzilhada já estava muito longe. Era necessario acertar a vista para a reconhecer. Mas, era sem duvida ella, a cruz inconfundivel—aquella onde cabe um homem inteiro e de pé!
+FIM DA PRIMEIRA PARTE+
+CONFIDENCIAS+
Mãe! a oleografia está a entornar o amarello do Deserto por cima da minha vida. O amarello do Deserto é mais comprido do que um dia todo!
Mãe! eu queria ser o arabe! Eu queria raptar a menina loira! Eu queria saber raptar.
Dá-me um cavallo, mãe! Até á palmeira verde esmeralda! E o anel?!
A minha cabeça amollece ao sol sobre a areia movediça do Deserto! A minha cabeça está molle como a minha almofada!