De sangue os olhos tinge, agudos silvos

D’entre as fauces venéficas despede,

Com que a farpada lingua está vibrando;

Em tudo o que a rodêa, em tudo ferra

Os espumosos dentes, e em si mesma,

Ensovalhando o chão, e a vária cauda

Có as sórdidas peçonhas, que vomita:

Em tanto o mofador se ri seguro.

Da Aurora o nuncio amiudára o canto.

O matutino humor tempéra as mágoas,