—Tu levas a luz dos olhos de Iracema, e a flôr de sua alma.

Reboa longe na selva um clamor extranho. Os olhos do mancebo alongam-se.

—É o grito de alegria do guerreiro Cauby: disse a virgem. O irmão de Iracema annuncia a sua boa chegada aos campos dos Tabajaras.

—Filha de Araken, guia teu hospede á cabana. É tempo de partir.

Elles caminharam par a par como dois jovens cervos ao pôr do sol atravessam a capoeira recolhendo ao aprisco d'onde lhes traz a brisa um faro suspeito.

Quando passavam entre os joazeiros, viram que atravessava além o guerreiro Cauby, vergando os hombros robustos ao peso da caça. Iracema caminhou para elle.

O extrangeiro entrou só na cabana.

[IX]

O somno da manhã pousava nos olhos do Pagé como nevoas de bonança pairam ao romper do dia sobre as profundas cavernas da montanha.

Martim parou indeciso; mas o rumor de seu passo penetrou o ouvido do ancião, e abalou o corpo decrepito.