—Araken dorme! murmurou o guerreiro devolvendo o passo.

O velho ficou immovel:

—O Pagé dorme porque já Tupan voltou o rosto para a terra e a luz correu os máus espiritos da treva. Mas o somno é leve nos olhos de Araken, como o fumo do sapé no cocuruto da serra. Se o extrangeiro veiu para o Pagé, fale; seu ouvido escuta.

—O extrangeiro veiu, para te annunciar que parte.

—O hospede é senhor na cabana de Araken; todos os caminhos estão abertos para elle. Tupan o leve á taba dos seus.

Vieram Cauby e Iracema:

—Cauby voltou; disse o guerreiro tabajara. Traz a Araken o melhor da sua caça.

—O guerreiro Cauby é um grande caçador de montes e florestas. Os olhos de seu pae gostam de vêl-o.

O velho abriu as palpebras e cerrou-as logo:

—Filha de Araken, escolhe para teu hospede o presente da volta, e prepara o moquem da viagem. Se o extrangeiro precisa de guia, o guerreiro Cauby, senhor do caminho, o acompanhará.