Proferidas estas palavras, ergue o braço de Irapuam o rigido tacape, mas estaca no ar; as entranhas da terra outra vez rugem, como rugiram, quando Araken accordou a voz tremenda de Tupan.
Levantam os guerreiros medonho alarido; e cercando seu chefe o arrebatam ao funesto lugar e á colera de Tupan, contra elles concitado.
Cauby extende-se de novo na soleira da porta; seus olhos adormecem; mas seu ouvido vella no somno.
A voz de Tupan emmudeceu.
Iracema e o christão perdidos nas entranhas da terra, descem a gruta profunda. Subito uma voz que vinha reboando pela crasta, encheu seus ouvidos:
—O guerreiro do mar escuta a falla de seu irmão?
—É Poty, o amigo de teu hospede: disse o christão para a virgem.
Iracema estremeceu:
—Elle fala pela bôcca de Tupan.
Martim respondeu emfim ao Pytiguara.