Ella pôz os olhos cheios no christão:
—Iracema não pode mais separar-se do extrangeiro.
—Assim é preciso, filha de Araken. Torna á cabana de teu velho pae, que te espera.
—Araken já não tem filha.
Martim tornou com gesto rudo e severo:
—Um guerreiro da minha raça jamais deixou a cabana do hospede, viuva de sua alegria. Araken abraçará sua filha, para não amaldiçoar o extrangeiro ingrato.
A virgem pendeu a fronte; velando-se com as longas tranças negras que se esparziam pelo collo, cruzando ao gremio os lindos braços, recolheu em seu pudor. Assim o roseo cacto, que já desabrochou em formosa flôr, cerra em botão o seio perfumado.
—Tua escrava te acompanhará, guerreiro branco: porque teu sangue dorme em seu seio.
Martim estremeceu.
—Os máos espiritos da noite turbaram o espirito de Iracema.