—O guerreiro branco sonhava, quando Tupan abandonou sua virgem, porque ella trahio o segredo da jurema.
O christão escondeu as faces á luz.
—Deus!... clamou seu labio tremulo.
Permaneceram ambos mudos e quedos.
Afinal disse Poty:
—Os guerreiros tabajaras despertam.
O coração da virgem como o do extrangeiro, ficou surdo á voz da prudencia. O sol levantou-se no horisonte; e seu olhar magestoso desceu dos montes á floresta. Poty de pé como um tronco decepado esperou que seu irmão quizesse partir.
Foi Iracema quem primeiro falou:
—Vem: emquanto não pisares as praias dos Pytiguaras, tua vida corre perigo.
Martim seguiu silencioso a virgem, que fugia entre as arvores, como a selvagem acoty. A tristeza lhe roia o coração; mas a onda de perfumes que deixava na brisa a passagem da formosa tabajara, açulava o amor no seio do guerreiro. Seu passo era tardo, o peito lhe offegava.