[XXIV]
Foi costume da raça, filha de Tupan, que o guerreiro trouxesse no corpo as cores de sua nação. Traçavam em principio negras riscas, sobre o corpo, á semelhança do pello do coaty de onde procedeu o nome d'essa arte da pintura guerreira. Depois variaram as cores; e muitos e muitos guerreiros costumaram escrever os emblemas de seus feitos.
O extrangeiro tendo adoptado a patria da esposa e do amigo, devia passar por aquella ceremonia, para tornar-se um guerreiro vermelho, filho de Tupan. N'essa intenção fora Poty prover-se dos objectos necessarios.
Iracema preparou as tintas. O chefe, embebendo as ramas da pluma, traçou pelo corpo os riscos vermelhos e pretos, que ornavam a grande nação pytiguara. Depois pintou na fronte uma flecha e disse:
—Assim como a seta traspassa o duro tronco, assim o olhar do guerreiro penetra n'alma dos povos.
No braço um gavião:
—Assim como o anajê cahe das nuvens, assim cae o braço do guerreiro sobre o inimigo.
No pé esquerdo a raiz do coqueiro.
—Assim como a pequena raiz agarra na terra o alto coqueiro, o pé firme do guerreiro sustenta seu corpo.
No pé direito pintou uma aza: