—Assim como a aza da majoy rompe os ares o pé veloz do guerreirro não tem igual na corrida.

Iracema tomou a rama da penna e pintou uma folha com uma abelha sobre: sua voz resoou entre sorrisos:

—Assim como a abelha fabrica mel no coração negro do jacarandá, a doçura está no peito do mais valente guerreiro.

Martim abriu os braços e os labios para receber corpo e alma da esposa,

—Meu irmão é um grande guerreiro da nação pytiguara; elle precisa de um nome na lingua de sua nação.

—O nome de teu irmão está em seu corpo, onde o poz tua mão.

—Coatiyabo! exclamou Iracema.

—Tu disseste; eu sou o guerreiro pintado; o guerreiro da esposa e do amigo.

Poty deu a seu irmão o arco e o tacape, que são as armas nobres do guerreiro. Iracema havia tecido para ella o cocar e a arassoia, ornatos dos chefes illustres.

A filha de Araken foi buscar á cabana as iguarias do festim e os vinhos de genipapo e mandioca. Os guerreiros beberam copiosamente e trançaram as dansas alegres. Durante que volviam em torno dos fogos da alegria, resoavam as canções.