—Queres tu que Iracema te acompanhe ás margens do Acaraú?

—Nós vamos combater seus irmãos. A taba dos Pytiguaras não terá para ella mais que tristeza e dôr. A filha dos Tabajaras deve ficar.

—Que esperas tu então?

—Teu irmão se afflige porque a filha dos Tabajaras pode ficar triste e abandonar a cabana, sem esperar pela sua volta. Antes de partir elle queria socegar o espirito da esposa.

Poty reflectia:

—As lagrimas da mulher amollecem o coração do guerreiro, como o orvalho da manhã amollece a terra.

—Meu irmão é um grande sabedor. O esposo deve partir sem ver Iracema.

O christão avançou. Poty mandou-lhe que esperasse; da alvaja do setas que Iracema emplumara de pennas vermelhas e preta e suspendera aos hombros do esposo, tirou uma.

O chefe pytiguar vibrou o arco: a seta rapida atravessou um goiamum que discorria pelas margens do lago, e só parou onde a pluma não a deixou mais entrar.

Fincou o guerreiro no chão a flecha, com a presa atravessada e tornou para Coatyabo.