Pery não se voltou.
VII
NO PRECIPICIO
Pery tinha parado para ver Cecilia de longe.
Ayres Gomes ergueu-se, correu para o indio, e deitou-lhe a mão ao braço.
—Afinal pilhei-o, dom caboclo! Safa!... Deo-me agua pela barba?... disse o escudeiro resfolgando.
—Deixa! respondeu o indio sem se mover.
—Deixar-te! Uma figa! Depois de ter batido esta mattaria á tua procura! Tinha que ver!
Com effeito D. Lauriana desejando ver o indio fóra de casa quanto antes, havia expedido o escudeiro em busca de Pery para trazê-lo á presença de D. Antonio de Mariz.
Ayres Gomes, fiel executor das ordens de seus amos corria o matto havia boas duas horas; todos os incidentes comicos, possiveis ou imaginaveis, tinhão-se como que de proposito collocado em seu caminho.
Aqui era uma casa de maribondos, que elle assanhava com o chapéo, e o fazião baterem retirada honrosa, correndo a todo o estirão das pernas; ali era um desses lagartos de longa cauda que pilhado de improviso se enrolára pelas pernas do escudeiro com uma formidavel chicotada.