Cortou o galho de uma arvore, que pela sua propriedade, os colonisadores chamárão candêa; tirou fogo, e começou a descer com o facho acceso. Foi só nessa occasião que Cecilia, embebida nos seus pensamentos, viu defronte de sua janella o indio a descer pela encosta.

A menina assustou-se; porque a presença de Pery lembrou-lhe de repente o que se passára pela manhã; era mais uma affeição perdida.

Dous laços quebrados ao mesmo tempo, dous habitos rompidos um sobre o outro, era muito; duas lagrimas correrão pelas suas faces, como se cada uma fosse vertida pelas cordas do coração que acabavão de ser vibradas.

—Pery!...

O indio levantou os olhos para ella.

—Tu choras, senhora? disse elle estremecendo.

A menina sorrio-lhe; mas com um sorriso tão triste que partia a alma.

—Não chores, senhora; disse o indio supplicante; Pery vai te dar o que desejas.

—O que eu desejo?...

—Sim; Pery sabe.