—Não; a vossa palavra antes de tudo, meu pai.

Pery appareceu na porta da sala; uma vaga inquietação resumbrava no seu rosto, quando viu-se no meio da familia reunida.

A sua attitude era respeitosa, mas o seu porte tinha a altivez innata das organisações superiores; seus olhos grandes, negros e limpidos percorrêrão o aposento, e fixárão-se na physionomia veneravel do cavalheiro.

Cecilia prevendo o que se ia passar tinha-se escondido por detraz de seu irmão D. Diogo.

—Pery, acreditas que D. Antonio de Mariz é teu amigo? perguntou o fidalgo.

—Tanto quanto um homem branco pode ser de um homem de outra côr.

—Acreditas que D. Antonio de Mariz te estima?

—Sim; porque o disse e mostrou.

—Acreditas que D. Antonio de Mariz deseja poder pagar-te o que fizeste por elle, salvando sua filha?

—Se fosse preciso, sim.