—Pois bem, Pery; D. Antonio de Mariz, teu amigo, te pede que voltes á tua tribu.
O indio estremeceu.
—Porque pedes isto?
—Porque assim é preciso, amigo.
—Pery entende; estás cançado de dar-lhe hospitalidade!
—Não!
—Quando Pery te disse que ficava não te pedio nada; sua casa é feita de palha em cima de uma pedra; as arvores do matto lhe dão o sustento: sua roupa foi tecida por sua mãi que veio traze-la na outra lua. Pery não te custa nada.
Cecilia chorava; D. Antonio e seu filho estavão commovidos; D. Lauriana mesma parecia enternecida.
—Não digas isto, Pery? Nunca na minha casa te faltaria a menor cousa, se tu não recusasses tudo e não quizesses viver isolado na tua cabana. Mesmo agora dize o que desejas, o que te agrada, e é teu.
—Porque então mandas Pery embora?