—Tu dás a Pery as tuas cores, senhora? disse o indio.
—Não tenho, respondeu a menina; mas vou tomar umas para te dar; queres?
—Pery te pede.
—Quaes achas mais bonitas?
—A de teu rosto, e a de teus olhos.
Cecilia sorrio.
—Toma-as; eu te as dou.
Desde este dia, Pery enramou todas as suas settas de pennas azues e brancas; seus ornatos, além de uma faxa de plumas escarlates que fôra tecida por sua mãi, erão ordinariamente das mesmas côres.
Foi por esta razão que Alvaro, vendo a plumagem da setta, tranquillisou-se; conheceu que era de Pery, e comprehendeu o sentido da phrase symbolica que o indio lhe mandava pelos ares.
Com effeito aquella flecha na linguagem de Pery não era mais do que um aviso dado em silencio e de uma grande distancia; uma carta ou mensageira muda, uma simples interjeição: Alto!