O moço que já conhecemos, o italiano e seus companheiros apeárão-se, subirão a ladeira que conduzia á esplanada, e aproximárão-se do cavalheiro e de sua mulher, a quem cortejárão respeitosamente.
O velho fidalgo estendeu a mão a Alvaro de Sá; e respondeo á saudação dos outros com uma certa amabilidade. Quanto a D. Lauriana, a inclinação da cabeça foi tão imperceptivel, que seus olhos nem se abaixarão sobre o rosto dos aventureiros.
Depois de trocada essa saudação, o Fidalgo fez um signal a Alvaro, e os dous se separárão, e forão conversar a um canto do terreiro, sentados sobre dous grossos troncos de arvore lavrados toscamente, que servião de bancos.
D. Antonio desejava saber noticias do Rio de Janeiro e de Portugal, onde se havião perdido todas as esperanças de uma restauração que só teve lugar quarenta annos depois com a acclamação do duque de Bragança.
O resto dos aventureiros ganhou o outro lado da esplanada e foi misturar-se cornos seus companheiros que sahião ao seu encontro.
Ahi forão recebidos por um tiroteio de perguntas, de risadas e ditos chistosos, em que tomarão parte; depois, uns, curiosos de novidades, outros, avidos de contar o que virão, começárão a fallar ao mesmo tempo, de modo que ninguem se entendia.
Nesse instante, as duas moças apparecêrão na porta: Isabel parou tremula e confusa; Cecilia descendo ligeiramente os degráos, correu para sua mãi.
Em quanto ella atravessava o espaço que a separava de D. Lauriana, Alvaro tendo obtido a permissão do fidalgo adiantou-se e com o chapéo na mão foi inclinar-se corando diante da moça.
—Eis-vos de volta, Sr. Alvaro! disse Cecilia com um certo repente, para disfarçar o enleio que tambem sentia: depressa tornastes!
—Menos do que desejava, respondeo o moço balbuciando; quando o pensamento fica, o corpo tem pressa de voltar-se.