Cecilia corou, e fugio para junto de sua mãi.
Durante que esta breve scena se passava no meio da esplanada, tres olhares bem differentes accompanhavão, e partindo de pontos diversos cruzavão-se sobre essas duas cabeças que brilhavão de belleza e mocidade.
D. Antonio de Mariz, sentado a alguma distancia, considerava aquelle lindo par, e um sorriso intimo de felicidade expandia o seu rosto veneravel.
Ao longe, Loredano, um pouco retirado dos grupos dos seus companheiros, cravava nos moços um olhar ardente, duro, incisivo; emquanto as narinas dilatadas aspiravão o ar com a delicia da fera que fareja a victima.
Isabel, a pobre menina, fitava sobre Alvaro os seus grandes olhos negros, cheios de amargura e de tristeza; sua alma parecia coar-se naquelle raio luminoso e ir curvar-se aos pés do moço.
Nem uma das testemunhas mudas desta scena percebeo o que se passava além do ponto para onde convergião os seus olhares; á excepção do Italiano que vio o sorriso de D. Antonio de Mariz e o comprehendeo.
Em quanto isto succedia, D. Diogo que se havia retirado, voltou a saudar Alvaro, e seus companheiros recem-chegados: o moço tinha ainda no rosto a expressão de tristeza que lhe havião deixado as palavras severas de seu pai.
VII
A PRECE
A tarde ia morrendo.
O sol declinava no horizonte e deitava-se sobre as grandes florestas, que illuminava com os seus ultimos raios.