Cecilia sentou-se n'um banco de relva; e a muito custo conseguio tomar um arzinho de severidade, que de vez em quando quasi trahia-se por um sorriso teimoso que lhe queria fugir dos labios.
Fitou um momento no indio os seus grandes olhos azues com uma expressão de doce reprehensão; depois disse-lhe em um tom mais de queixa do que de rigor:
—Estou muito zangada com Pery!
O semblante do selvagem annuviou-se.
—Tu, senhora, zangada com Pery! Porque?
—Porque Pery é máo e ingrato; em vez de ficar perto de sua senhora, vai caçar em risco de morrer! disse a moça resentida.
—Cecy desejou ver uma onça viva!
—Então não posso gracejar? Basta que eu deseje uma cousa para que tu corras atraz della como um louco?
—Quando Cecy acha bonita uma flôr, Pery não vai buscar? perguntou o indio.
—Vai, sim.