—Quando Cecy ouve cantar o soffrer, Pery não o vai procurar?
—Que tem isso?
—Pois Cecy desejou ver uma onça, Pery a foi buscar.
Cecilia não pôde reprimir um sorriso ouvindo esse sillogismo rude, a que a linguagem singela e concisa do indio dava uma certa poesia e originalidade.
Mas estava resolvida a conservar a sua severidade, e ralhar com Pery por causa do susto que lhe havia feito na vespera.
—Isto não é razão, continuou ella; por ventura um animal feroz é a mesma cousa que um passaro, e apanha-se como uma flôr?
—Tudo é o mesmo, desde que te causa prazer, senhora.
—Mas então, exclamou a menina com um assomo de impaciencia, se eu te pedisse aquella nuvem?...
E apontou para os brancos vapores que passavão ainda envolvidos nas sombras pallidas da noite.
—Pery ia buscar.