—A nuvem? perguntou a moça admirada.
—Sim a nuvem.
Cecilia pensou que o indio tinha perdido a cabeça; elle continuou:
Sómente como a nuvem não é da terra e homem não pode toca-la, Pery morria e ia pedir ao Senhor do céo a nuvem para dar a Cecy.
Estas palavras forão ditas com a simplicidade com que falla o coração.
A menina que um momento duvidara da razão de Pery, comprehendeu toda a sublime abnegação, toda a delicadeza de sentimento dessa alma inculta.
A sua fingida severidade não pôde mais resistir; deixou pairamos seus labios um sorriso divino.
—Obrigada, meu bom Pery! Tu és um amigo dedicado; mas não quero que arrisques tua vida para satisfazer um capricho meu; e sim que a conserves para me defenderes como já fizeste uma vez.
—Senhora, não está mais zangada com Pery?
—Não; apezar de que devia estar, porque Pery hontem fez sua senhora affligir-se cuidando que elle ia morrer.