Cecilia tinha-se voltado um pouco tremula:
—Que é isto, Pery?
—Nada, senhora.
—É assim que prometteste estar quieto?
—Cecy não se ha de zangar mais.
—Que queres tu dizer?
—Pery sabe! respondeu o indio sorrindo.
Na vespera tinha provocado uma luta espantosa para domar e vencer um animal feroz, e deita-lo submisso e inoffensivo aos pés da moça, julgando que isso lhe causava um prazer.
Agora estremecendo com o susto que sua senhora podia soffrer, destruira, em um instante essa acção de heroismo, sem proferir uma palavra que a revelasse. Bastava que elle soubesse o que tinha feito, e o que todos devião ignorar, bastava que sua alma sentisse o orgulho da nobre dedicação que se expandia no sorriso de seus labios.
As moças que esta vão bem longe de saber até que ponto tinha chegado a loucura de Pery, e que não julgavão possivel que um homem podesse fazer o que elle tinha feito, não comprehendêrão nem a phrase, nem o sorriso.