—Vós ralhareis com elle, meu pai: eu ficarei agastada, continuou Cecilia, e elle se emendará e não fará mais outra.

—E a de ha pouco? replicou Isabel dirigindo-se a Cecilia.

D. Lauriana, que via a sua causa mal parada depois da chegada das moças, apezar da repugnancia que sentia por Isabel, conheceu que tinha nella um alliado; e dirigio-lhe a palavra, o que succedia uma vez por semana.

—Chega-te, menina; o que é que dizes ter acontecido ha pouco?

—E tambem um perigo que correu Cecilia.

—Qual! minha mãi; foi mais susto de Isabel do que outra cousa.

—Susto, sim; mas pelo que vi...

—Conta me isto; e tu Cecilia, fica ahi socegada.

A menina pelo respeito que tinha a sua mãi não se animou a dizer mais uma palavra; porém aproveitando-se do movimento que fez D. Lauriana ao voltar-se para ouvir a Isabel, abanou a cabeça a sua prima pedindo-lhe que nada dissesse.

A moça fez que não via o gesto, e respondeu a sua tia: