O aventureiro a quem Loredano mandára rondar a esplanada, emquanto elle entrava, tinha começado o seu gyro de uma ponta á outra do pateo.
Sempre que chegava junto da estacada, notava que do outro lado um homem se aproximava como elle, voltava, e se alongava pela beira da esplanada; adivinhou facilmente que era tambem uma sentinella.
João Feio era um franco o jovial companheiro, e não podia supportar o tedio de um passeio alta noite, no meio de um somno interrompido, sem uma pinga para beber, sem um camarada para conversar, sem uma distracção emfim.
Para maior desprazer, uma das vezes que se aproximava da estacada, sentio uma baforada de tabaco, e viu que o seu companheiro de guarda fumava.
Levou a mão ao bolso das bragas, e achou algumas folhas de fumo, mas não trazia o seu caximbo; ficou desesperado, e decidio dirigir-se ao outro.
—Olá, amigo! Tambem fazeis a vossa guarda?
O homem voltou-se, e continuou o seu caminho sem dar resposta.
No segundo gyro o aventureiro atirou segunda isca.
—Felizmente o dia não tarda a raiar; não vos parece?
O mesmo silencio que a primeira vez: o aventureiro comtudo não desanimou, e na terceira volta retrucou: