—Jandira parte. Ella te dezeja uma espoza terna e a morte glorioza.

A filha de Majé penetrou na floresta, e afastou-se rapidamente da taba.

Quando já estava muito lonje, sentou-se á sombra de um manacá coberto de flôres e cantou:

—Eu fui Jandira, a linda abelha, que fabricava os favos de cêra para enchel-os de mel saborozo.

«Agora arrancaram-me as minhas azas com que eu voava pela campina colhendo o pó das flôres; e secou a doçura de meu sorrizo.

«O canto que saía de meu seio era como o da patativa ao pôr do sol, quando se recolhe em seu ninho de paina macia.

«Agora eu queria ter no coração uma serpente para morder aquella que me roubou o amor de meu guerreiro.

«Guardei a minha formozura para orgulho do espozo, e inveja dos outros guerreiros.

«Agora eu trocaria a flôr do meu rosto por um aspeto terrivel que infundisse pavor.

«Meus seios mais lindos que os botões do cardo por um peito feroz, e as mãos lijeiras que tecem os fios do algodão pelas garras do jaguar.