Mas nenhum, nem mesmo Jurandir, que nadava como um bôto, podia alcançar a formoza virjem. Ella parecia a flôr do mururê que se desprendeu da haste, e passa levada pela corrente.
Uma vez a filha das aguas soltou um grito, e dezapareceu no seio das ondas. Jacamim cuidou que o jacaré tinha arrebatado a filha de seu seio. Os guerreiros mergulharam para salval-a; mas não a encontraram.
Todos a julgavam perdida, quando apareceu Jurandir que trazia nos braços o corpo da virjem formoza. Pizando em terra, ella correu para a cabana, onde foi esconder sua alegria.
Desde então era no banho que Arací recebia o abraço de Jurandir, sem que os outros guerreiros suspeitassem da preferencia dada ao estranjeiro.
No seio das ondas ninguem a adivinhava, a não ser o ouvido sutil de Jurandir, a quem ella chamava com o doce murmurio do irerê.
Encontravam-se no fundo do rio emquanto durava a respiração. Depois desprendiam-se do abraço e surjiam lonje um do outro.
Á tarde, voltando da caça, Jurandir viu na floresta um rasto, que elle conhecia.
Chegado á cabana, entregou a Jacamim o veado que matára, e saiu para vizitar os arredores. Nada encontrou de suspeito; o rasto, que o inquietava, não chegára até ali.