—Ou dos jasmins do Cabo. Pois muito boas noites!
Nessa noite Francisco Theodoro mal pôde dormir. O seu pensamento gyrava, gyrava. Como os tempos eram outros! Percebia a razão do Innocencio: o commercio do Rio já não tolerava o cançaço das obras lentas. A finura e a astucia valiam mais do que os processos rudes e morosos do systema antigo. Ah! se elle tivesse tido instrucção...
Quando no dia seguinte abriu o Jornal, na frescura da varanda, percebeu que não supportaria a leitura. Os olhos teimaram, e ficaram-se presos ao papel; mas o pensamento, insubmisso, embarafustou por outros caminhos; foi preciso fazer a vontade ao pensamento. Francisco Theodoro desceu ao escriptorio e engolphou-se na papelada do Innocencio Braga.
E lia ainda, meio tonto, quando Ruth entrou, com ar amuado.
—Sabe uma coisa, papaezinho?
—Não ... não sei nada. Que temos?
—Uma desgraça.
Francisco Theodoro levantou os olhos, assustado.
—Que dizes?!
—Digo que a Nina faz annos hoje e que ninguem tem um presente para lhe dar. Demais a mais é domingo: está tudo fechado...