Nina desprendeu do corpete as flores de laranjeira que a noiva lhe dera para casar depressa, e contemplou-as com ironia ... ia atiral-as ao chão, quando alguem bateu á porta. Abriu.
Era a Noca, que vinha toda alterada.
—Nossa Senhora! quebrou-se o espelho grande do salão!
—Quem foi que o quebrou? perguntou Nina, para dizer alguma coisa.
—Ninguem sabe. Veja só, que desgraça estará para acontecer! Espelho quebrado: morte ou ruina.
—Morte! se fosse a minha...
—Cala a bocca, menina, não diga asneiras. Quem é que ama uma vez só na vida?
—Muita gente ... eu.
—Não acredite, deixe fallar. A senhora é moça, verá. Mas venha ver o espelho; não presta a gente ficar calada quando está afflicta. Parece arte do diabo, cruzes! logo hoje!
—Vá andando, eu já vou.