—Não posso.
Gervasio calou-se, á espera; ella começou a andar com passadas irregulares, como se buscasse uma coisa, uma palavra, uma ideia. A vida, ha pouco suspensa, voltava agora com impeto. A reacção escaldava-lhe o corpo. Ella ia fallando, estraçalhando phrases:
—Que horror! como havemos de apparecer deante de toda esta gente... Que insensatez, naquella edade! deixar-se fallir! não comprehendo! Que vergonha, que vergonha! E as creanças?!... Não póde ser! não póde ser.
Subitamente parou, com um relampago de esperança.
—Se fosse mentira?!
—Eu seria um miseravel.
—Podiam ter-te enganado. Quem te disse?
—Elle.
—Burro!
Camilla deu um puxão á golla, como se o vestido a suffocasse e recomeçou logo no seu gyro tonto.