Nina despediu os criados, montou a casa nova com mobilias baratas, leitos de ferro, louças brancas, sem douraduras. Pensava em tudo, traçava planos, sacudia o torpor e a apathia dos que a rodeavam, indagava preços e discutia o valor dos objectos que adquiria.

—Você dá á propria dor uma fórma de felicidade, disse-lhe um dia o medico; é a mulher mais compenetrada dos seus deveres de mulher que eu tenho conhecido.

—De que serve?!...

—Para fazer os outros felizes. A sua influencia e a sua actividade teem realizado prodigios. E eu que já não acreditava em prodigios!

—Bem vê que fazia mal...

—Bem vejo. Nina sorriu; e depois continuou:

—Fallando serio: tenho medo da responsabilidade que vou assumindo, sem saber como.

Tia Milla não está era edade de acceitar habitos novos sem grande sacrificio; Ruth só ha de querer saber do seu violino; para tudo mais foi sempre...

—Preguiçosa.

—Sim... As outras são tão pequenas!