—Então, diga lá:—amo-te!
E ella ia repetir as palavras, quando as gemeas entraram ruidosamente.
Lia queria saber se aquelles navios pretos e pequeninos espalhados no jornal eram do capitão Rino.
—São; disse a mãe abreviando explicações. Vão brincar.
—Ih! então elle é muito rico?
—É. Vão brincar.
As meninas sahiram e o assumpto voltou-se para o capitão Rino. O medico ridicularisava-o; queria-lhe mal, achava-o medroso, desenxabido, muito branco e muito loiro, mal ageitado nas suas roupas. Faltava-lhe linha, faltava-lhe espirito, faltava-lhe tudo.
Camilla negava alguns d'esses defeitos. Não tivesse medo: ella só o amaria a elle, em toda a sua vida.
Havia já muito tempo que duravam aquellas conversas na saleta, com a porta escancarada para o corredor, por onde de vez em quando Lia e Rachel passavam á galope, montadas nas bengalas do pae.
Era á despedida que o medico e Camilla marcavam, de vez em quando, uma entrevista, longe, em uma casa da Lagôa, conservando o respeito por aquella habitação onde as filhas d'ella viviam soltas, procurando-a a todos os instantes, irrompendo de traz dos reposteiros ou dos moveis quando menos se esperava.