—Mesmo depois d'isso encontrámo-nos varias vezes em casa do...

Mas a Marianninha interrompeu-se para apresentar o marido.

Pedrosa apresentou, por sua vez, a filha e os outros voltaram para o seu logar; faltava-lhes o café.

—A vida é uma comedia... commentou a ministra. Vá a gente fiar-se... Eu não te disse? Viu que tinhamos acabado e não quiz deixar-nos sahir sem se apresentar. E agora teremos de ir cumprimental-as. Mas vão esperando que lhes offereça a casa... não por mim, que afinal não desgosto d'ella... A Marianninha é pianista, entretem; mas por causa da sociedade!

Reuniram-se depois, passeando ao longo do aqueducto; era preciso fazer horas para descer. Marianninha tinha vivacidade, falava muito. O marido colhia avenças que Sinhá deixava cahir dos dedos distrahidos. Á hora da partida, o casal, obsequioso, offereceu a Sinhá uma caixa de passas de pecego do Rio Grande, lembrança acabadinha de chegar da sua terra.

Logo que o trem se poz em movimento, a Pedrosa suspirou de allivio. Que dia!

E, abrindo a caixa de pecegos, contemplou-os com approvação e disse:

—A unica coisa boa do dia! Vê como estão bem arranjadinhos e como são bonitos. O fabricante tem arte... estes lacinhos de fita estão bem dados...

E ella antes de fechar a caixa cheirou os pecegos.

—Esta gente agora, seja onde fôr que nos encontre, ha de se atravessar deante de nós... Entendem lá comsigo que já nos obsequiaram. É o que se chama vir buscar lã...