—A senhora não se lembra de um alfinete que Yayá sua filha gostava de usar e que representava uma andorinha de pedras?

A velha corou até á raiz dos cabellos e abriu a bocca, como se lhe faltasse o ar.

—Não diga nada ao patrão, pelo amor de Deus! eu não affirmo... Póde ser outro alfinete... sómente...

—Cala-te!... É impossivel que as coisas chegassem até esse ponto!... Oh! minha filha!

—A senhora perdôe... mas acho do meu dever...

—Eu fallarei a Argemiro!

—Pelo amor de Deus! a senhora me perde! Deixe eu adquirir certeza e depois lhe direi toda a verdade... juro por quem está no céu! Lá vem seu barão... não diga nada a elle tambem!

—Por que não? estás doido! Se não mentes, não deves temer coisa nenhuma!

—É porque assim serei despedido e não poderei velar de perto pelo interesse de D. Gloria...

A baroneza já não ouviu as razões do preto e gritou para o marido, num desabafo: