—Sabes o que me disse o Feliciano?! Que a tal Alice se empavôa com as joias de nossa filha, joias que só podem ser usadas por Maria! Vê a que ponto chegou aquillo! E ainda querem levar a minha Gloria para lá! Nunca mais!
O barão voltou-se furioso para o negro, que repetia afflicto as suas palavras:—não affirmo... parece-me... não digam nada, pelo amor de Deus!
—Vá-se embora! E não me torne cá, seu patife! gritou-lhe o velho, fóra de si. Não queremos saber de nada, ouviu? De nada! Suma-se!
A baroneza interveio a favor do rapaz, aconselhando-o a calar-se; entregando-lhe a resposta escripta pelo marido, accrescentou:
—Gloria não iria, nem nesse domingo nem em nenhum outro! Passassem por lá sem ella! Era o que faltava!
Foi exactamente nesse instante que a menina, percebendo o criado do pae, correu para elle com um ramo de rosas na mão.
—Você já vae, Feliciano?
—Já, sim senhora...
—Bem; então leve estas rosas a D. Alice!
A baroneza fez um gesto para impedir tal incumbencia; mas o barão travou-lhe do braço: