—Deixa-o sempre levar aos beiços. Não é traiçoeiro, e acompanha o queijo amavelmente.
—Mas nota bem que quero fazer-te uma saude!?
—Dás-me muito gosto.
—Uma saude com um copo de Xerez generoso.
—O Xerez contende commigo. Vinho aguardentado e febril. Conservemo-nos n'este...
—Mais um copo, visto isso, de[{87}] Collares; e passaremos ao Porto, que de certo não te faz nervoso como os vinhos brancos?
—Está dito. Acceito o Porto. De que anno o tens?
—Não bebas datas. Contenta-te que seja bom. Que te importa o anno?!
E uma garrafa de Porto vae muito lampeira, em cima da mesa, fazer companhia á do Alemtejo e á de Collares.
—Á tua saude! diz elle, enchendo dois copos.