—Pois tenta, ó Clemente; quando te sentires de pachorra, manda-nos lá o exercito dos teus cabos e commanda o assalto. Ah! ah! ah! Havia de ter graça!

—Pelos modos por que vejo irem as coisas, não direi que se não chegue um dia a isso.

—Hei de gostar de vêr.

—Pois eu não. Os meus desejos eram que todos vivessem em paz e socego. E o que me custa é que partam os maus exemplos d'onde deviam vir os bons.

—Ora sabes que mais, Clemente?—ponderou o padre.—Dou-te de conselho que não puxes de mais pelo fiado. O mundo é assim em toda a parte, rapaz; e é preciso fazer a vista grossa para certas coisas. As leis são boas, mas não ha remedio senão soffrer de quando em quando que as não cumpra, quem está no caso de ter vontade.

—Mas a vontade tira-se, se as authoridades forem o que devem ser.

—Viva, snr. regedor!

—Digo isto, snr. abbade, e…

—Um seu criado, snr. regedor!

—E um dia…