—Ora! Mas a final o que queres tu? Vens ouvir-me de conselho n'esse negocio? A mim, um rapaz solteiro?…

—Não, senhor, a coisa é outra.

—Então?

—Eu já lancei as minhas vistas…

—Sim, é natural.

—Mas não sei ainda se serei bem acolhido e, para lhe fallar a verdade, não me sinto com animo de… de tractar disso em pessoa.

—Não? Ora essa! E então?

—E então lembrei-me do snr. Jorge para lhe pedir este favor.

—De mim?! Tem graça. Queres obrigar-me a representar o papel de casamenteiro. Com todo o gosto. Mas sempre tenho curiosidade de saber a razão por que te lembraste de mim—disse Jorge que, havendo concluido o calculo, poisára a penna e esfregava vivamente as mãos para aquecêl-as. Olhando d'esta vez directamente para o seu interlocutor, perguntou-lhe:

—E quem é a noiva?