Mais confuso ainda do que ella, retribuiu-lhe Clemente a saudação.
—Quer entrar?—perguntou Bertha, caminhando para a portaria.
—Não, menina; passei aqui por acaso… É verdade, que desejava fallar-lhe… mas outra vez será.
—E porque não ha de ser já?—tornou Bertha, abrindo a porta.—Depois do que se passou é indispensavel que conversemos, não é verdade? Eu tambem tenho precisão de fallar-lhe, snr. Clemente.
—N'esse caso aqui estou para ouvil-a, Bertha.
—Olhe, sentemo-nos mesmo aqui. Não acha?—disse Bertha, preparando logar em um monticulo de relva que as folhas cahidas tapetavam.—Está-se aqui tão bem como dentro de uma sala.
Clemente tomou timidamente logar ao lado d'ella.
Bertha soltou no regaço as flores que colhêra, e fallando occupava-se a dispôl-as em ramo, como se facilitasse d'aquella maneira o desempenho da missão que se propunha.
Clemente escutava-a.
—Está já informado, snr. Clemente, do que respondi á proposta que, em seu nome, me fez… o filho do snr. D. Luiz?