—Qual historia! Então cuidas tu que te não senti toda a sancta noite? Ó rapaz, olha que isto não me vae agradando. Aquelle maldito empate do casamento…
—Ora adeus, bem se tracta agora d'isso.
—Pois que outra coisa ha de ser?
—Quer que lh'o diga? Faça vossemecê favor de chegar aqui abaixo e conversaremos.
—Olá! A coisa é séria! Temos historia. É o que eu digo.
E sahindo da janella e descendo as escadas para ir ter com o filho ao quintal, a boa Anna ia a dizer para si:
—O rapaz anda exquisito! Que me quererá elle? É coisa que lhe dá freima. Na cara se vê. Queira Deus que não tenhamos por ahi alguma alhada. O diacho do casamento!
E chegando ao quintal, onde a aguardava o filho, exclamou:
—Ora aqui me tens. Vamos lá a ouvir isso que tens para me contar.
Desabafa lá, que isto de guardar cada um as coisas comsigo não é bom.
Vá.
—Ora venha para aqui, minha mãe—disse Clemente chamando-a para um banco de madeira, por baixo de um parreiral.