—Eu?… eu estou bom.

—Estás pallido e doente—proseguiu o pae, fitando-o.

E sem desviar os olhos, recahiu no silencio, que manteve por alguns segundos.

Depois, procurando a mão do filho e apertando-a na sua, murmurou com uma commoção a que só ultimamente era sujeito.

—És um homem, Jorge! És digno do nome que tens e da familia que representas.

Estas palavras surprenderam extraordinariamente Jorge e não menos frei
Januario, que as attribuiu ao delirio produzido pela doença.

D. Luiz acrescentou no mesmo tom:

—Saber sacrificar tudo a um dever é a principal e a mais difficil sciencia que nós temos a aprender na vida, e tu… mostras que estás bem senhor d'ella.

Julgando perceber o sentido d'estas palavras, Jorge fitou no pae um olhar perscrutador.

Elle porém fechou novamente os olhos e por muito tempo permaneceu como cahido em um somno profundo.