O filho e o padre conservaram-se ao lado do leito.
—Como vão os negocios de nossa casa?—perguntou d'ahi a pouco elle sem abrir os olhos.
Jorge communicou-lhe a boa nova que recebêra de se haver vencido a mais antiga e a mais importante demanda que sustentavam.
Na pallidez das faces do doente passou um instantaneo rubor. Os labios agitaram-se-lhe, e baixo, muito baixo, que mal o pôde ouvir o filho, murmurou:
—Será chegado o termo d'esta longa provação?!
Depois recahiu no torpor em que passára a noite e não disse mais palavra alguma.
Jorge, vendo-o a dormir, correu-lhe as cortinas do leito, diminuiu a claridade do aposento, e entregando-o á vigilancia do padre, retirou-se ao escriptorio para trabalhar nos negocios da casa.
Todo esse dia e a noite que se lhe seguiu passaram sem novidade.
Pela madrugada do dia immediato despertou a gente nos Bacellos á chegada de um numeroso cortejo de criados e portadores de bagagens, acompanhando a baroneza e Mauricio, noivos de pouco, e que vinham cumprir a promessa da sua visita.
Jorge correu a recebêl-os e cingiu nos braços commovido o irmão e a cunhada.