Um alfinete fez sentir, não sei como, a necessidade de que as attenções se applicassem todas para elle, e Cecilia não recusava attender, em taes casos, ás reclamações dos seus alfinetes.
Occupada portanto a pregal-o, ou não sei se a despregal-o, continuou:
—Uma pessoa que eu conhecia; olhou para mim e… comquanto não suppozesse quem eu era, fallou-me; respondi-lhe, e por muito tempo ficamos a conversar.
—Em quê?—perguntou Jenny, com modo natural.
A esta pergunta, Cecilia hesitou.
Passados porém alguns instantes, respondeu:
—Eu sei? Em muitas cousas; e é certo que bem agradavelmente; mas cêdo depois vieram outros, menos delicados do que este…
—Do que este?! Ai, visto isto era um homem? não tinha entendido bem—notou Jenny, com ligeiro ar de malicia.
—Era; pois que tinha eu dito? Ah! sim… uma pessoa. Era um homem, era. Os que vieram fizeram-me ver mais claro a imprudencia do passo que tinhamos dado.
Jenny não perdia agora uma só palavra, uma só inflexão, uma só cambiante de côr, que observava em Cecilia. Esta não o percebia, porque os alfinetes estavam de uma impertinencia, que nem lhe deixavam attender a mais nada.