No entretanto dizia:
—O mesmo succedeu ás minhas amigas; preparamo-nos logo para deixar o baile. Vendo porém que nos seguiam, soccorri-me ao cavalheirismo do que primeiro me fallou, e isso nos valeu.
—Ah!
—Serviu-nos de guia e protector através das ruas ainda cheias de mascaras; mas insistia depois em nos conduzir a casa. Tremi ainda mais com esta insistencia, do que com a dos outros. Este conhecia meu pae e se soubesse… Oh meu Deus!… Por mais que lhe rogassemos, não queria deixar-nos; eu, perdida de susto, pedi a Deus uma inspiração. A inspiração veio, e foi poderosa. Elle deixou-nos a final, e nós entramos em casa… mas eram quatro horas da manhã.
O que faltára á confidencia podia Jenny bem suppril-o de per si; desviando porém os olhos disfarçadamente, ponderou como se pretendesse desenganar-se:
—Falta-lhe agora dizer, Cecilia, para ser completa a confidencia, quem era esse homem e qual foi a inspiração que Deus mandou á menina.
D'esta vez tambem os alfinetes de Jenny parecia exigirem certos cuidados, que ella lhe concedeu.
Cecilia balbuciava com manifesto enleio:
—Ah! quem era?… não sei; isto é… quero dizer… era…
Jenny pegou-lhe na mão.