—Seja franca até o fim—disse-lhe em tom de insinuante amizade.—Esse homem era meu irmão.

Cecilia estremeceu e olhou espantada para Jenny.

—Como o sabe?

—Sei tudo—replicou Jenny, apertando-lhe a mão com affecto.—E sei tambem a inspiração que teve, e agradeço-lh'a.

—Sabe? Mas então…

—Carlos tem o costume de me contar tudo, e ainda esta manhã… ha pouco… me tinha dito…

—Tudo?—perguntou Cecilia de uma maneira particular e córando.

—Tudo—respondeu Jenny, dando a esta palavra uma inflexão e animando-a de um sorriso, que augmentaram a intensidade d'este rubor.

Como o leitor viu, tinha havido importante omissão na confidencia de Cecilia, omissão que aquelle «tudo» de Jenny lhe mostrava agora ter sido inutil.

—E que opinião fazia elle… que opinião fazia o snr. Carlos de mim?—perguntou Cecilia com verdadeira inquietação.